Lula x Flávio Bolsonaro: nova pesquisa mostra disputa apertada e aumenta expectativa para as eleições de 2026
A corrida presidencial de 2026 ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira, 17 de agosto, com a divulgação de uma pesquisa BTG/Nexus que mostra Lula e Flávio Bolsonaro em situação de empate técnico em um cenário de segundo turno. O levantamento foi realizado justamente no início da campanha eleitoral oficial, aumentando a atenção sobre os próximos meses da disputa.
O estudo ouviu 2.003 eleitores entre 14 e 16 de agosto, por telefone, e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. No cenário de segundo turno divulgado, Lula aparece com 47% e Flávio Bolsonaro com 44%.
Se você gosta de acompanhar as principais novidades do Brasil e do mundo, aproveite também para conferir os produtos exibidos ao lado. Ao clicar neles, você será levado a uma nova página com muito mais produtos, diferentes opções, preços e ofertas disponíveis na internet.
O que a nova pesquisa mostra?
No segundo turno testado pela pesquisa BTG/Nexus, Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, mas a diferença está dentro da margem de erro.
Lula: 47%
Flávio Bolsonaro: 44%
Por isso, o resultado é classificado como empate técnico.
Isso não significa que os dois candidatos tenham exatamente o mesmo apoio. Significa que, considerando a margem de erro do levantamento, a pesquisa não permite afirmar que exista uma vantagem estatisticamente definitiva de um sobre o outro.
E no primeiro turno?
O cenário é diferente quando a pesquisa apresenta vários candidatos.
Segundo o levantamento, Lula aparece com 41%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36% no primeiro turno estimulado.
Outros nomes aparecem com percentuais menores.
Esse resultado mostra uma diferença importante entre os dois estágios da eleição: Lula apresenta vantagem no primeiro turno pesquisado, mas a disputa fica muito mais apertada quando o cenário é reduzido a apenas dois candidatos.
Por que essa pesquisa chama tanta atenção?
O momento da divulgação é um dos principais motivos.
A campanha eleitoral começou oficialmente em 16 de agosto, e Lula e Flávio Bolsonaro iniciaram suas atividades de campanha em locais que possuem forte significado político para suas trajetórias.
Lula começou sua campanha em São Bernardo do Campo, em São Paulo, enquanto Flávio Bolsonaro realizou um ato em Copacabana, no Rio de Janeiro.
A partir de agora, a tendência é de aumento da exposição dos candidatos, com mais viagens, entrevistas, eventos, debates, propaganda e atividade nas redes sociais.
O que Lula destacou no início da campanha?
No lançamento de sua campanha, Lula apresentou temas que deverão fazer parte da estratégia eleitoral.
Entre os assuntos destacados estiveram segurança pública, soberania nacional e participação feminina. Também foi apresentada a proposta de recriação de um Ministério da Segurança Pública.
A campanha de Lula também deverá explorar questões econômicas e sociais, áreas tradicionalmente importantes para seu eleitorado.
O presidente ainda tem pela frente o desafio de transformar sua vantagem numérica no primeiro turno em uma coalizão eleitoral capaz de chegar fortalecida à votação final.
E qual foi a estratégia de Flávio Bolsonaro?
Flávio Bolsonaro iniciou a campanha concentrando seu discurso principalmente em segurança pública e na defesa do legado político de Jair Bolsonaro.
O senador também adotou um discurso nacionalista e apresentou propostas relacionadas ao combate ao crime, incluindo a classificação de milícias como organizações terroristas.
A estratégia busca consolidar o eleitorado identificado com o bolsonarismo e, ao mesmo tempo, transformar essa base em uma candidatura competitiva nacionalmente.
A campanha pode mudar o cenário?
Sim.
Uma pesquisa realizada antes ou no começo oficial da campanha não representa o resultado da eleição.
Os eleitores ainda terão contato com propostas, debates, entrevistas e acontecimentos políticos e econômicos que podem alterar suas escolhas.
Além disso, novos levantamentos serão divulgados ao longo dos próximos meses.
A própria cobertura política já aponta que o Datafolha deve divulgar na sexta-feira uma pesquisa de intenções de voto realizada após o início oficial da campanha.
Esse levantamento poderá ser observado em conjunto com a pesquisa BTG/Nexus para identificar tendências e mudanças no comportamento do eleitorado.
O que significa "empate técnico"?
Essa é uma das dúvidas mais importantes para entender pesquisas eleitorais.
Imagine que um candidato tenha 47% e outro 44%, enquanto a margem de erro seja de dois pontos percentuais.
O primeiro resultado poderia variar aproximadamente entre 45% e 49%, enquanto o segundo poderia variar entre 42% e 46%.
Existe, portanto, uma faixa de sobreposição.
É por isso que os institutos utilizam o termo empate técnico.
Isso não quer dizer que a eleição esteja empatada de maneira literal, nem que os dois candidatos necessariamente receberão a mesma quantidade de votos.
A pesquisa já indica quem será o próximo presidente?
Não.
Seria incorreto utilizar uma pesquisa realizada em agosto para afirmar quem vencerá uma eleição que ainda acontecerá posteriormente.
Pesquisas mostram o comportamento dos entrevistados no período em que foram realizadas.
Entre o levantamento e a votação podem ocorrer:
- mudanças econômicas;
- acontecimentos políticos;
- debates;
- alianças;
- novas candidaturas;
- crises;
- decisões judiciais;
- mudanças na aprovação do governo;
- campanhas nas redes sociais;
- novos fatos nacionais e internacionais.
Tudo isso pode alterar a intenção de voto.
Economia deve ser um dos principais temas da eleição
A situação econômica também deverá ocupar espaço importante na disputa.
Nesta segunda-feira, por exemplo, o mercado financeiro chamou atenção com a valorização do dólar e uma sequência de quedas do Ibovespa.
Questões como inflação, emprego, renda, impostos, juros, contas públicas e poder de compra costumam ter impacto direto na decisão do eleitor.
Por isso, propostas econômicas deverão ser examinadas com atenção durante a campanha.
Mais do que observar apenas promessas, o eleitor poderá comparar como cada candidato pretende financiar e executar suas propostas.
Segurança pública também ganha protagonismo
Outro tema que aparece com força nos primeiros atos dos candidatos é a segurança pública.
Flávio Bolsonaro colocou o assunto no centro de seu discurso, enquanto Lula também apresentou a segurança como uma das áreas que pretende reorganizar.
Isso mostra que a questão deverá permanecer entre os principais assuntos da campanha.
O debate, porém, não deverá ficar restrito a propostas eleitorais.
Também será importante observar como cada candidato pretende lidar com financiamento, integração entre forças policiais, sistema prisional, combate ao crime organizado e políticas de prevenção.
As redes sociais podem mudar o jogo
A eleição de 2026 também deverá ser fortemente disputada na internet.
Vídeos curtos, entrevistas, cortes de debates e declarações dos candidatos podem alcançar milhões de pessoas em poucas horas.
Ao mesmo tempo, cresce o risco de circulação de conteúdos falsos ou fora de contexto.
Durante a campanha, o eleitor deverá tomar cuidado especialmente com:
- vídeos antigos apresentados como atuais;
- montagens;
- informações sem fonte;
- pesquisas falsas;
- frases retiradas do contexto;
- imagens manipuladas;
- notícias publicadas por páginas sem credibilidade.
Antes de compartilhar uma informação política que pareça extraordinária, vale verificar sua origem.
O que observar nas próximas pesquisas?
Mais importante do que olhar apenas quem está na frente é acompanhar a tendência.
Algumas perguntas podem ajudar:
A diferença está aumentando ou diminuindo?
Uma única pesquisa mostra uma fotografia. Vários levantamentos ao longo do tempo ajudam a observar a direção do eleitorado.
O candidato está crescendo entre determinados grupos?
Faixa etária, região, renda e outros recortes podem revelar mudanças importantes.
A rejeição está aumentando?
A rejeição pode ser decisiva em uma eleição polarizada, especialmente em eventual segundo turno.
O resultado se repete em outros institutos?
Quando diferentes pesquisas apontam tendências semelhantes, o cenário ganha maior consistência.
O que pode acontecer daqui para frente?
Os próximos meses deverão ser marcados por uma intensificação da disputa.
Com a campanha oficialmente iniciada, os candidatos terão de transformar intenção de voto em apoio efetivo.
Isso significa apresentar propostas, participar de debates, conquistar eleitores indecisos e ampliar suas alianças.
A pesquisa atual mostra que Lula começa numericamente à frente no primeiro turno testado, mas encontra uma disputa muito mais equilibrada contra Flávio Bolsonaro em um segundo turno.
Ainda existe, portanto, um longo caminho até a votação.
O que o eleitor deve fazer agora?
O mais importante é não tomar uma pesquisa isolada como resultado definitivo.
O eleitor pode acompanhar:
1. As próximas pesquisas.
2. As propostas oficiais.
3. Os debates.
4. O histórico dos candidatos.
5. A situação econômica.
6. As alianças políticas.
7. As informações divulgadas nas redes sociais.
8. A viabilidade das promessas apresentadas.
A eleição ainda está em sua fase inicial, e o cenário pode mudar bastante.
Se algum dos assuntos discutidos neste artigo despertou seu interesse, você também pode clicar nos produtos exibidos ao lado. O acesso leva a uma nova página com muito mais produtos, diferentes alternativas, preços competitivos e ofertas disponíveis na internet.
Perguntas frequentes
Lula está na frente de Flávio Bolsonaro?
No primeiro turno pesquisado pela BTG/Nexus, Lula aparece numericamente à frente, com 41% contra 36%. No segundo turno testado, os dois aparecem em situação de empate técnico, com 47% contra 44%.
Quem está ganhando no segundo turno?
Lula aparece numericamente à frente, mas a pesquisa classifica o cenário como empate técnico devido à margem de erro.
A pesquisa define o vencedor da eleição?
Não. Ela representa as intenções dos entrevistados no período em que foi realizada e não determina o resultado da votação.
Quando começou oficialmente a campanha eleitoral?
A campanha eleitoral de 2026 começou oficialmente em 16 de agosto.
Haverá novas pesquisas?
Sim. Novos levantamentos deverão ser divulgados durante a campanha, incluindo uma pesquisa do Datafolha prevista para esta semana, segundo a cobertura eleitoral.
O cenário pode mudar?
Sim. A campanha está apenas começando e novos fatos políticos, econômicos e sociais podem alterar significativamente as intenções de voto.
Qual é a principal conclusão da pesquisa?
A principal conclusão é que a eleição começa com uma disputa competitiva: Lula aparece à frente no primeiro turno pesquisado, mas o confronto direto com Flávio Bolsonaro aparece tecnicamente equilibrado.
