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Fim da escala 6x1 avança no Senado: veja o que pode mudar para quem trabalha no Brasil


 

Fim da escala 6x1 avança no Senado: veja o que pode mudar para quem trabalha no Brasil


A proposta que prevê o fim da escala 6x1 deu um passo importante nesta quinta-feira, 27 de agosto de 2026. O senador Omar Aziz apresentou seu relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e decidiu manter o texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados. 


Na prática, a proposta prevê uma redução gradual da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, além de garantir dois dias de descanso semanal remunerado. Mas atenção: a escala 6x1 ainda não acabou. A PEC precisa avançar no Senado e cumprir todas as etapas previstas para uma emenda constitucional. 


O assunto ganhou ainda mais força depois de um acordo político entre o presidente Lula e os presidentes da Câmara e do Senado para acelerar a análise da proposta antes das eleições. 


Se você está acompanhando mudanças que podem afetar sua rotina e também quer encontrar novas opções de produtos e serviços para o dia a dia, confira os produtos exibidos ao lado. Ao clicar neles, você será direcionado para uma nova página com muito mais produtos, diferentes opções, preços e ofertas disponíveis na internet.


O que aconteceu com o fim da escala 6x1 hoje?


O principal acontecimento desta quinta-feira foi a apresentação do relatório do senador Omar Aziz sobre a proposta que pretende acabar com a jornada tradicional de seis dias de trabalho para um de descanso.


O relator optou por manter o texto aprovado pela Câmara, rejeitando as emendas apresentadas no Senado. A estratégia é evitar que a PEC seja modificada e precise retornar à Câmara para uma nova votação. 


Agora, a proposta está pronta para avançar na CCJ.


A expectativa é que o relatório seja apresentado e analisado pela comissão na quarta-feira, 2 de setembro. 


O que a proposta prevê?


O texto estabelece mudanças importantes na jornada de trabalho.


Entre os principais pontos estão:


fim da escala 6x1;


jornada máxima de 40 horas semanais;


limite de oito horas diárias;


dois dias de descanso semanal remunerado;


manutenção do salário;


preferência para que um dos dias de descanso seja o domingo;


período de transição para a redução da jornada. 



Ou seja, a proposta não determina simplesmente que todo trabalhador passará imediatamente de seis para cinco dias de trabalho.


Existe uma transição.


Como funcionaria a transição?


Segundo o texto mantido pelo relator, após dois meses da publicação da eventual emenda constitucional, a jornada normal não poderia ultrapassar 42 horas semanais.


Depois de um ano, o limite chegaria a 40 horas semanais. 


Portanto, caso todas as etapas sejam concluídas e a PEC seja promulgada nos termos atuais, a mudança seria gradual.


Quem trabalha 6x1 terá dois dias de folga?


Essa é uma das principais dúvidas.


A proposta prevê dois dias de repouso semanal remunerado.


Um deles deverá ser preferencialmente aos domingos. 


Isso significa que a lógica atual de trabalhar seis dias para descansar apenas um seria substituída por uma organização com dois dias de descanso.


Mas a maneira exata como esses dias serão distribuídos dependerá das regras aplicáveis a cada atividade e das escalas adotadas pelos empregadores.


O salário vai diminuir?


A proposta estabelece a redução da jornada sem redução salarial. 


Esse é um dos pontos mais importantes do debate.


A ideia é que o trabalhador passe a trabalhar menos horas sem receber proporcionalmente menos por isso.


Isso aumentaria o valor da remuneração por hora trabalhada.


Porém, é importante diferenciar o que está previsto na proposta do que já está valendo.


A mudança ainda não entrou em vigor.


Quem será afetado pelo fim da escala 6x1?


Se aprovada e promulgada, a mudança poderá atingir trabalhadores submetidos às regras gerais de jornada previstas na legislação.


Isso inclui atividades em que a escala 6x1 é bastante comum, como determinados setores de:


comércio;


serviços;


alimentação;


atendimento;


hotelaria;


varejo;


operações que funcionam durante toda a semana.



Entretanto, existem discussões e possíveis exceções para determinadas categorias e regimes específicos.


Um exemplo mencionado durante a tramitação envolve trabalhadores de plataformas que permanecem períodos prolongados em alto-mar. 


A escala 6x1 já acabou?


Não.


Essa é a informação mais importante para evitar confusão.


A apresentação do relatório não significa que a escala 6x1 deixou de existir hoje.


O texto ainda precisa passar pelas etapas legislativas necessárias.


A proposta deverá ser analisada pela CCJ do Senado e, caso avance, seguirá para o plenário.


Para que o texto não precise retornar à Câmara, os senadores precisam aprová-lo sem modificações em relação à versão já aprovada pelos deputados. 


Qual é o próximo passo?


O próximo momento importante está marcado para 2 de setembro.


A PEC deve ser o primeiro item da pauta da CCJ do Senado, segundo a expectativa anunciada pelo presidente da comissão, senador Otto Alencar. 


Se for aprovada na comissão, a proposta poderá seguir para o plenário do Senado.


É lá que ocorrerá uma das etapas decisivas.


Quantos votos são necessários no Senado?


Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, a aprovação exige quórum qualificado.


A PEC precisa ser aprovada em dois turnos no Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação. 


Portanto, mesmo com o relatório favorável, ainda existe um caminho político e legislativo considerável.


Por que o relatório foi mantido igual ao da Câmara?


Existe uma razão estratégica.


Se o Senado alterar o conteúdo aprovado pela Câmara, a proposta precisará voltar para os deputados.


Isso poderia aumentar o tempo de tramitação.


Ao rejeitar as emendas e manter o texto que veio da Câmara, Omar Aziz tenta fazer com que o Senado possa aprovar exatamente a mesma versão.


Se isso acontecer, a PEC poderá avançar sem uma nova rodada de análise na Câmara. 


O que mudou no cenário político?


O avanço aconteceu depois de uma reaproximação entre o governo e os presidentes das duas Casas do Congresso.


Na quarta-feira (26), Lula, Hugo Motta e Davi Alcolumbre se reuniram no Palácio da Alvorada e acertaram uma agenda para acelerar algumas propostas antes das eleições. 


Entre os temas estão:


fim da escala 6x1;


chamada "taxa das blusinhas";


PEC da Segurança Pública;


marco legal dos minerais críticos;


outras pautas de interesse do governo. 



Por isso, o debate sobre a jornada de trabalho ganhou velocidade justamente em um momento politicamente importante.


Segunda chamada: veja outras opções enquanto acompanha as mudanças


As regras de trabalho podem mudar e afetar diretamente a rotina de milhões de brasileiros. Se você está pesquisando produtos para facilitar seu dia a dia, clique nos produtos ao lado para acessar uma nova página com mais opções, diferentes alternativas, preços competitivos e ofertas disponíveis na internet.


Por que o fim da 6x1 é tão discutido?


A discussão vai muito além da quantidade de dias trabalhados.


Os defensores da mudança argumentam que dois dias de descanso podem proporcionar mais tempo para:


família;


lazer;


estudos;


atividades físicas;


cuidados pessoais;


descanso;


vida social.



A justificativa apresentada pelo relator também associa a redução da jornada à saúde e à convivência familiar dos trabalhadores. 


Por outro lado, setores empresariais discutem os possíveis impactos sobre custos, produtividade, contratação e organização das atividades.


Por isso, o tema envolve tanto direitos trabalhistas quanto questões econômicas.


O trabalhador poderá trabalhar de segunda a sexta?


Esse é um dos efeitos mais comentados da proposta.


Uma jornada de 40 horas semanais distribuída em cinco dias poderia permitir uma organização semelhante ao conhecido modelo 5x2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso.


Mas a PEC não deve ser interpretada como uma determinação de que absolutamente todos os trabalhadores terão obrigatoriamente folga no sábado e no domingo.


A proposta estabelece dois dias de repouso, com preferência por um deles aos domingos. 


A distribuição dependerá da atividade e das regras específicas.


E quem trabalha aos domingos?


A proposta não elimina a possibilidade de funcionamento aos domingos.


O que existe é a previsão de que um dos dias de descanso semanal seja preferencialmente aos domingos. 


Assim, setores que precisam funcionar todos os dias poderão continuar organizando escalas, respeitando as novas regras de jornada e descanso caso a PEC seja aprovada.


O comércio vai precisar fechar dois dias?


Não necessariamente.


Essa é outra confusão comum.


O fim da escala 6x1 não significa que estabelecimentos comerciais, restaurantes, supermercados ou outros serviços precisarão obrigatoriamente fechar dois dias por semana.


A empresa pode continuar funcionando.


O que muda é a organização das jornadas dos funcionários.


Um estabelecimento que funciona sete dias por semana, por exemplo, pode precisar organizar equipes diferentes para garantir os períodos de descanso.


A empresa poderá contratar mais trabalhadores?


Esse é um dos pontos econômicos debatidos.


Se uma empresa precisar manter a mesma quantidade de horas de funcionamento, mas cada trabalhador passar a ter uma jornada menor, poderá ser necessário reorganizar equipes.


Dependendo do setor, isso pode aumentar a necessidade de contratação ou de reorganização da escala.


A proposta também prevê a possibilidade de uma lei complementar criar medidas de transição para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, condicionadas à manutenção dos níveis de emprego. 


O fim da 6x1 vai aumentar os custos das empresas?


Não existe uma resposta única para todos os setores.


O impacto dependerá de fatores como:


produtividade;


necessidade de contratação;


quantidade de horas atualmente trabalhadas;


possibilidade de reorganizar turnos;


custos trabalhistas;


nível de demanda;


características de cada atividade.



Por isso, é incorreto afirmar antecipadamente que todas as empresas terão o mesmo impacto.


O trabalhador vai trabalhar menos e ganhar igual?


É isso que o texto pretende.


A proposta reduz a jornada máxima e determina que a mudança ocorra sem redução salarial. 


Mas a implementação dependerá da aprovação definitiva da PEC.


Até lá, as regras atuais continuam valendo.


A mudança pode melhorar a qualidade de vida?


Esse é um dos principais argumentos favoráveis.


Ter dois dias de descanso pode significar mais tempo para recuperação física e mental e para atividades que ficam prejudicadas quando a pessoa trabalha seis dias consecutivos.


O próprio relatório defende a mudança como uma forma de fortalecer a saúde e a convivência familiar. 


Ainda assim, os efeitos reais dependerão de como empresas e setores organizarão suas jornadas.


A proposta já foi aprovada pela Câmara?


Sim.


A Câmara dos Deputados aprovou a proposta em maio de 2026.


Desde então, o texto estava aguardando avanço no Senado. 


O movimento desta semana destravou novamente a tramitação.


Por que a PEC ficou parada no Senado?


A tramitação enfrentou dificuldades políticas.


O texto ficou parado durante um período de distanciamento entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.


A reaproximação entre os dois ajudou a destravar a proposta. 


Agora, existe um acordo político para acelerar sua análise.


O que acontece se o Senado aprovar o texto sem mudanças?


Se o Senado aprovar exatamente o texto que veio da Câmara, a PEC não precisará retornar aos deputados.


Depois das etapas constitucionais restantes, poderá avançar para promulgação.


Isso é justamente o que o relatório de Omar Aziz tenta viabilizar ao rejeitar as emendas apresentadas pelos senadores. 


E se o Senado modificar o texto?


Nesse caso, a proposta precisará retornar à Câmara dos Deputados para que os deputados analisem as mudanças.


Isso pode prolongar bastante a tramitação.


Por esse motivo, a manutenção do texto original é considerada uma estratégia para acelerar o processo.


Quando a nova jornada começaria?


Ainda não existe uma data definitiva porque a PEC ainda não foi aprovada definitivamente.


O texto prevê, caso seja promulgado, uma transição:


Após 2 meses: máximo de 42 horas semanais.


Após 1 ano: máximo de 40 horas semanais. 


Portanto, não seria uma mudança imediata no dia seguinte à aprovação.


Quem trabalha 44 horas atualmente terá redução?


Se a PEC for aprovada nos termos atuais, sim.


A jornada máxima atualmente prevista de 44 horas semanais seria reduzida primeiro para 42 horas e depois para 40 horas. 


O ponto central é que a redução ocorreria sem redução salarial.


O fim da 6x1 vale para todos os trabalhadores?


Não é possível afirmar isso de maneira absoluta.


O próprio debate legislativo prevê tratamento específico para determinadas atividades e regimes.


Além disso, a aplicação prática dependerá das regras constitucionais, legislação complementar e regulamentações que eventualmente sejam necessárias.


Por isso, trabalhadores de categorias com regimes especiais devem acompanhar as regras específicas.


O que falta para o fim da escala 6x1?


O caminho pode ser resumido assim:


1. Relatório do Senado


Já aconteceu.


Omar Aziz apresentou o parecer nesta quinta-feira. 


2. Votação na CCJ


A previsão é que ocorra em 2 de setembro. 


3. Votação no plenário do Senado


Caso a CCJ aprove a proposta, ela poderá avançar para o plenário.


4. Dois turnos


A PEC precisa alcançar o quórum constitucional nos dois turnos.


5. Promulgação


Se aprovada sem alterações em relação ao texto da Câmara, a proposta poderá seguir para promulgação, observadas as etapas constitucionais.


O que o trabalhador precisa fazer agora?


Por enquanto, nada muda automaticamente.


Quem trabalha atualmente em escala 6x1 deve continuar cumprindo sua jornada conforme as regras e o contrato vigentes.


A proposta ainda está em tramitação.


O que mudou nesta quinta-feira foi o cenário político e legislativo: a PEC avançou e ficou pronta para a próxima etapa de análise no Senado.


Terceira chamada: acompanhe as mudanças e encontre novas opções


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Perguntas frequentes sobre o fim da escala 6x1


A escala 6x1 acabou hoje?


Não. A proposta ainda está em tramitação no Senado.


O que aconteceu em 27 de agosto de 2026?


O senador Omar Aziz apresentou o relatório favorável à PEC que prevê o fim da escala 6x1 e manteve o texto aprovado pela Câmara. 


Quando a proposta será analisada?


A previsão é que o relatório seja analisado pela CCJ do Senado em 2 de setembro de 2026. 


A jornada será de 40 horas?


Sim, esse é o limite previsto no texto, após o período de transição. 


O salário vai diminuir?


Não. O texto prevê a redução da jornada sem redução salarial. 


Quantos dias de folga o trabalhador terá?


A proposta prevê dois dias de repouso semanal remunerado, com preferência para que um deles seja domingo. 


Todo mundo terá folga sábado e domingo?


Não necessariamente. O texto prevê preferência por um dos descansos aos domingos, mas as escalas podem variar conforme a atividade.


A mudança será imediata?


Não. O texto prevê uma transição para a redução da jornada. 


Quanto será a jornada durante a transição?


Após dois meses da publicação da eventual emenda, o limite seria de 42 horas semanais; depois de um ano, chegaria a 40 horas. 


Quantos votos são necessários no Senado?


São necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos. 


Se o Senado mudar o texto, o que acontece?


A proposta deverá retornar à Câmara para análise das alterações.


Quem trabalha aos domingos será obrigado a parar?


Não necessariamente. A proposta permite organização de escalas, com preferência para que um dos dias de descanso seja domingo.


A empresa precisará fechar dois dias?


Não. A empresa pode continuar funcionando, desde que organize as jornadas dos funcionários de acordo com as regras aplicáveis.


O fim da 6x1 está mais perto, mas ainda não está garantido


O dia 27 de agosto de 2026 marcou uma nova virada na discussão sobre a escala 6x1 no Brasil.


O relatório apresentado por Omar Aziz mantém o texto aprovado pela Câmara e rejeita as emendas apresentadas no Senado, justamente para tentar evitar que a proposta tenha de voltar aos deputados. 


A próxima data importante é 2 de setembro, quando a proposta deverá ser analisada pela CCJ.


Se passar pela comissão, o próximo grande desafio será o plenário do Senado, onde serão necessários dois turnos de votação e pelo menos 49 votos favoráveis em cada um.


Portanto, o fim da escala 6x1 avançou, mas ainda não virou lei.


Para milhões de trabalhadores, entretanto, o debate agora entrou em uma fase decisiva: se a proposta for aprovada sem mudanças, o Brasil poderá caminhar para uma jornada máxima de 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção do salário, encerrando gradualmente um dos modelos de trabalho mais discutidos do país. 

Eclipse Lunar de 27 de agosto poderá ser visto em todo o Brasil: veja o horário e como observar


 

Eclipse Lunar de 27 de agosto poderá ser visto em todo o Brasil: veja o horário e como observar


Um dos fenômenos astronômicos mais impressionantes de 2026 acontece na noite desta quinta-feira (27) para sexta-feira (28): um eclipse lunar parcial profundo poderá ser observado em grande parte do Brasil, e o fenômeno promete chamar a atenção de quem estiver olhando para o céu durante a madrugada.


Apesar de ser oficialmente um eclipse parcial, a Lua ficará 96,2% encoberta pela sombra da Terra, fazendo com que o evento tenha aparência muito próxima de um eclipse total. O Observatório Nacional destaca o fenômeno como um dos eventos astronômicos marcantes do ano. 


E há uma vantagem importante: não é necessário equipamento especial para observar um eclipse lunar. Basta encontrar um local com céu aberto e pouca iluminação artificial.


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Que horas será o eclipse lunar de 27 de agosto de 2026?


Segundo o Observatório Nacional, os principais horários, no horário de Brasília, são: 


Etapa Horário


Início do eclipse penumbral 22h24 de 27/08

Início do eclipse parcial 23h34 de 27/08

Máximo do eclipse 1h13 de 28/08

Fim do eclipse parcial 2h52 de 28/08

Fim do eclipse penumbral 4h02 de 28/08



A fase parcial, que é a parte mais perceptível do fenômeno, terá duração de aproximadamente 3 horas e 18 minutos. 


Portanto, quem quiser realmente observar a Lua sendo coberta pela sombra da Terra deve ficar atento principalmente a partir das 23h34.


Qual será o melhor horário para ver o eclipse?


O momento mais interessante será por volta de 1h13 da madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, quando ocorrerá o máximo do eclipse.


Nesse instante, cerca de 96,2% do disco lunar estará obscurecido. 


É justamente por isso que o fenômeno é chamado de eclipse lunar parcial profundo.


Embora uma pequena parte da Lua permaneça fora da umbra, a maior parte do disco lunar estará dentro da sombra mais escura projetada pela Terra.


O eclipse poderá ser visto de todo o Brasil?


Sim.


O Observatório Nacional informa que o eclipse lunar poderá ser acompanhado em todo o território brasileiro, desde que as condições meteorológicas permitam. 


Isso diferencia o evento do eclipse solar de 12 de agosto, que não pôde ser observado diretamente do Brasil.


No eclipse lunar, a situação é muito mais favorável: quem estiver no lado da Terra onde for noite e conseguir enxergar a Lua poderá acompanhar o fenômeno.


E quem estiver em Salvador poderá ver?


Sim.


Para Salvador (BA), os horários locais são praticamente os mesmos do horário de Brasília. O eclipse começa por volta das 22h23, atinge o máximo às 1h12 e termina por volta das 4h01. 


Portanto, na capital baiana, a madrugada de sexta-feira será uma excelente oportunidade para observar o fenômeno, caso o céu esteja sem muitas nuvens.


Por que a Lua fica escura durante um eclipse?


O eclipse acontece quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados de maneira que a Lua atravessa a sombra projetada pela Terra.


A sombra terrestre possui duas regiões principais:


Penumbra: região externa e mais clara da sombra;


Umbra: região central e mais escura.



Durante o eclipse desta noite, a Lua entrará profundamente na umbra.


É isso que fará uma grande parte de seu disco parecer escurecida. 


A Lua vai ficar vermelha?


É possível observar uma tonalidade avermelhada na parte da Lua que estiver dentro da sombra.


Isso ocorre porque a atmosfera terrestre filtra e desvia parte da luz solar em direção à Lua.


As cores de comprimentos de onda mais curtos são espalhadas com maior facilidade, enquanto parte da luz avermelhada consegue atravessar a atmosfera e alcançar a superfície lunar.


Por isso, durante eclipses lunares profundos, a Lua pode adquirir uma aparência avermelhada ou alaranjada.


No entanto, a intensidade da cor não é garantida. Ela pode variar de acordo com as condições da atmosfera terrestre.


Precisa usar óculos especiais?


Não.


Essa é uma das grandes diferenças entre eclipses solares e lunares.


O Observatório Nacional afirma que observar um eclipse lunar é seguro a olho nu e que não é necessário nenhum equipamento especial. 


Você pode olhar diretamente para a Lua durante o eclipse.


E binóculos ou telescópio?


Também podem ser utilizados.


Binóculos e telescópios podem ajudar a enxergar detalhes da superfície lunar e tornar a experiência ainda mais interessante.


Mas eles não são necessários.


Uma pessoa sem qualquer equipamento poderá observar o eclipse.


Qual é o melhor lugar para observar?


O ideal é procurar um local:


com céu aberto;


longe de prédios altos;


com pouca iluminação artificial;


com visão desobstruída do céu;


onde seja possível permanecer confortavelmente durante a madrugada.



Áreas rurais ou locais afastados das grandes cidades podem proporcionar uma experiência melhor porque a poluição luminosa é menor.


Mas mesmo dentro das cidades o eclipse poderá ser observado se a Lua estiver visível.


O tempo pode atrapalhar?


Sim.


Essa é provavelmente a maior variável para quem pretende observar o fenômeno.


O eclipse acontecerá independentemente das condições meteorológicas, mas nuvens podem impedir a visualização da Lua.


Por isso, vale verificar a previsão do tempo para sua cidade antes de sair para observar.


Não adianta ter um eclipse perfeitamente visível se o céu estiver completamente encoberto.


O eclipse será visível durante a madrugada?


Sim.


A maior parte do evento acontecerá durante a noite e a madrugada.


O momento máximo será aproximadamente 1h13, no horário de Brasília. 


Isso significa que quem quiser assistir à parte mais impressionante provavelmente precisará ficar acordado até a madrugada.


O próprio Observatório Nacional brincou que o único "equipamento" necessário seria descansar antes para conseguir acompanhar o fenômeno. 


Segunda chamada: prepare-se para observar o céu


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O eclipse começa às 22h24 ou às 23h34?


Os dois horários estão corretos, mas representam fases diferentes.


Às 22h24, começa a fase penumbral.


Nesse momento, a Lua entra na parte mais clara da sombra da Terra, e a alteração visual pode ser difícil de perceber.


Às 23h34, começa o eclipse parcial propriamente dito.


É a partir daí que a sombra mais escura começa a cobrir claramente o disco lunar. 


Por isso, se você quer observar o fenômeno visualmente, o horário de 23h34 em diante é muito mais importante.


O que acontece exatamente às 1h13?


Esse será o máximo do eclipse parcial.


É quando a maior parte da Lua estará dentro da umbra terrestre.


Nesse momento, aproximadamente 96,2% do disco lunar estará obscurecido. 


A Lua continuará parcialmente iluminada porque uma pequena parte de seu disco permanecerá fora da umbra.


É justamente essa característica que faz com que o fenômeno seja classificado como parcial, e não total.


Por que não é considerado um eclipse lunar total?


Porque 100% do disco lunar não entrará na umbra.


Embora 96,2% seja uma parcela enorme, ainda haverá uma pequena região da Lua fora da sombra mais escura.


Por isso, tecnicamente, trata-se de um eclipse lunar parcial profundo.


Visualmente, entretanto, ele ficará muito próximo da aparência de um eclipse total.


Esse será o último eclipse lunar de 2026?


Sim, este é o segundo e último eclipse lunar de 2026, de acordo com o calendário astronômico citado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. 


Isso aumenta o interesse pelo evento, especialmente porque ele será observável no Brasil.


Quando será o próximo eclipse lunar visível no Brasil?


Depois deste evento, as oportunidades serão menos impressionantes.


O Observatório Nacional informa que em 2027 haverá dois eclipses lunares, mas ambos serão do tipo penumbral, nos quais a alteração de brilho é muito mais discreta. 


Em janeiro de 2028 haverá outro eclipse parcial visível no Brasil, mas apenas cerca de 2,4% da Lua ficará obscurecida.


Para um eclipse lunar total visível em todo o Brasil, será necessário esperar até a noite de 25 para 26 de junho de 2029. 


Isso torna o fenômeno desta quinta-feira ainda mais interessante.


O Observatório Nacional vai transmitir o eclipse ao vivo?


Sim.


O Observatório Nacional fará uma transmissão ao vivo a partir das 23h de 27 de agosto, pelo seu canal no YouTube. 


A transmissão contará com imagens de parceiros astrônomos amadores e profissionais.


Isso é especialmente útil para quem estiver em uma região com céu nublado.


Mesmo que as nuvens impeçam a observação direta, será possível acompanhar as imagens transmitidas pelos especialistas.


Como fotografar o eclipse com o celular?


É possível tentar fotografar a Lua com um smartphone, mas o resultado depende bastante do aparelho.


Algumas dicas podem ajudar:


1. Use um apoio firme


Evite segurar o celular com as mãos durante a fotografia.


Um tripé ou apoio improvisado pode diminuir o tremor.


2. Use o zoom com cuidado


O zoom digital excessivo pode deixar a imagem granulada.


Se o aparelho possuir uma lente teleobjetiva, ela pode produzir resultados melhores.


3. Diminua a exposição


A Lua é muito brilhante em comparação com o céu.


Reduzir a exposição pode ajudar a preservar detalhes da superfície lunar.


4. Faça várias fotografias


O resultado pode variar bastante entre uma foto e outra.


5. Não use flash


O flash do celular não ajudará a iluminar a Lua.


Dá para ver o eclipse de dentro de casa?


Sim, desde que você tenha uma janela ou varanda com visão desobstruída do céu na direção da Lua.


Porém, vidro, reflexos e iluminação interna podem prejudicar a observação.


Se possível, é melhor ficar em uma área externa segura.


O eclipse influencia o comportamento das pessoas?


Não há evidência científica de que um eclipse lunar tenha efeitos especiais sobre comportamento humano, personalidade ou acontecimentos terrestres.


O fenômeno é resultado de uma configuração previsível entre Sol, Terra e Lua.


Apesar das inúmeras crenças populares relacionadas aos eclipses, a astronomia explica o evento por meio da mecânica orbital.


O eclipse faz mal para os animais?


Não há motivo para tratar um eclipse lunar como um evento perigoso para animais.


A mudança de iluminação durante a noite pode produzir pequenas alterações naturais em determinados comportamentos, mas isso não significa que o eclipse seja prejudicial aos animais domésticos.


O eclipse pode ser visto sem telescópio?


Sim.


Esse é um dos aspectos mais interessantes do fenômeno.


O MAST (Museu de Astronomia e Ciências Afins) também destaca que o eclipse poderá ser observado a olho nu, sem necessidade de equipamentos especiais, desde que as condições do céu sejam favoráveis. 


Terceira chamada: aproveite a noite de observação


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Qual é a diferença entre eclipse lunar e eclipse solar?


A diferença principal está na posição dos astros.


Eclipse lunar


A configuração é:


Sol → Terra → Lua


A Terra fica entre o Sol e a Lua e sua sombra é projetada sobre o nosso satélite.


Eclipse solar


A configuração é:


Sol → Lua → Terra


A Lua passa entre o Sol e a Terra e bloqueia parte da luz solar para determinadas regiões do planeta.


Por isso, os dois fenômenos exigem cuidados diferentes.


No eclipse lunar, olhar para a Lua é seguro.


No eclipse solar, olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode causar danos graves aos olhos.


Por que eclipses não acontecem todos os meses?


A Lua orbita a Terra em um plano que possui uma inclinação de aproximadamente 5 graus em relação ao plano da órbita terrestre ao redor do Sol.


Por isso, na maioria das luas cheias, a Lua passa um pouco acima ou abaixo da sombra terrestre.


Um eclipse lunar ocorre somente quando o alinhamento necessário acontece.


O Observatório Nacional explica justamente essa inclinação como uma das razões pelas quais eclipses não acontecem em toda Lua cheia. 


Por que um eclipse solar e um lunar acontecem próximos?


Os dois fenômenos estão relacionados ao mesmo período de alinhamento orbital.


Por isso, é comum que um eclipse solar e um eclipse lunar ocorram aproximadamente duas semanas antes ou depois um do outro. 


Em agosto de 2026, tivemos justamente essa sequência:


12 de agosto: eclipse solar total;


27–28 de agosto: eclipse lunar parcial profundo.



O eclipse lunar de agosto é raro?


Eclipses lunares não são acontecimentos extremamente raros em escala global.


O que torna este evento especial para os brasileiros é a combinação de três fatores:


1. 96,2% da Lua ficará obscurecida;



2. o fenômeno poderá ser observado em todo o Brasil;



3. é o último eclipse lunar de 2026.




O Observatório Nacional classifica o evento como um dos fenômenos astronômicos marcantes do ano. 


Perguntas frequentes


Que horas começa o eclipse lunar de 27 de agosto?


A fase penumbral começa às 22h24, no horário de Brasília. A fase parcial começa às 23h34. 


Qual será o horário máximo?


O máximo ocorrerá aproximadamente às 1h13 de 28 de agosto, pelo horário de Brasília. 


Quanto da Lua ficará escondido?


Aproximadamente 96,2% do disco lunar ficará obscurecido. 


O eclipse será visível no Brasil?


Sim. O fenômeno poderá ser observado em todo o país, dependendo das condições meteorológicas. 


É seguro olhar diretamente para o eclipse?


Sim. Diferentemente de um eclipse solar, não é necessário utilizar proteção especial para observar um eclipse lunar. 


Preciso de telescópio?


Não. O fenômeno pode ser observado a olho nu. 


A Lua ficará vermelha?


Pode apresentar uma tonalidade avermelhada durante a fase mais profunda do eclipse, embora a intensidade da cor dependa das condições atmosféricas.


Salvador poderá ver o eclipse?


Sim. Em Salvador, o máximo está previsto para aproximadamente 1h12, no horário local. 


O Observatório Nacional fará transmissão?


Sim. A transmissão ao vivo começa às 23h de 27 de agosto. 


Quando será o próximo grande eclipse lunar visível no Brasil?


Um eclipse lunar total visível em todo o Brasil está previsto para a noite de 25 para 26 de junho de 2029. 


A melhor hora para olhar para o céu será na madrugada


O eclipse lunar desta quinta-feira para sexta-feira oferece uma oportunidade rara de observar um fenômeno astronômico impressionante sem precisar comprar nenhum equipamento.


A partir das 23h34, a sombra da Terra começará a cobrir claramente a Lua. O espetáculo chegará ao seu ponto máximo por volta de 1h13, quando 96,2% do disco lunar estará obscurecido. 


Para quem estiver em Salvador, o máximo será aproximadamente 1h12. 


O mais importante é procurar um lugar com boa visão do céu e torcer para que as nuvens não apareçam.


E se o tempo não colaborar, ainda existe uma alternativa: o Observatório Nacional transmitirá o fenômeno ao vivo a partir das 23h. 


**Portanto, se você gosta de astronomia, marque a madrugada de 28 de agosto no relógio: a Lua estará prestes a desaparecer quase completamente dentro da sombra da Terra — e esse será um dos últimos grandes espetáculos lunares observáveis no Brasil antes de 2029.**

Oi entra em falência pela segunda vez: entenda o que acontece agora com a empresa, clientes e credores


 

Oi entra em falência pela segunda vez: entenda o que acontece agora com a empresa, clientes e credores


A Oi teve a falência confirmada pela Justiça do Rio de Janeiro e voltou a enfrentar o capítulo mais grave de sua longa crise financeira. A decisão foi tomada em 25 de agosto de 2026, quando a Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou, por unanimidade, o recurso que havia suspendido a primeira decretação de falência. 


A notícia chama atenção porque a Oi já foi uma das maiores empresas de telecomunicações do Brasil e chegou a alimentar o projeto de criação de uma grande "supertele" nacional.


Agora, a companhia passa novamente por um processo de liquidação, enquanto ainda existem questões importantes envolvendo clientes, serviços essenciais, funcionários, credores, ativos e possíveis recursos judiciais.


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O que aconteceu com a Oi?


A Justiça do Rio de Janeiro confirmou a falência da Oi depois de rejeitar o recurso apresentado por bancos que tentavam impedir a quebra da empresa.


O julgamento ocorreu na Primeira Câmara de Direito Privado do TJ-RJ e terminou com decisão unânime dos três desembargadores. 


A decisão representa uma mudança importante em relação ao que havia acontecido no fim de 2025.


Naquele momento, uma decisão judicial havia suspendido os efeitos da primeira decretação de falência e permitido que a companhia continuasse dentro do processo de recuperação judicial.


Agora, essa tentativa foi derrotada em segunda instância.


Por que a Oi faliu?


A situação financeira da companhia foi se deteriorando ao longo de muitos anos.


A empresa acumulou uma enorme quantidade de dívidas e passou por diferentes processos de recuperação judicial.


A primeira recuperação judicial, iniciada em 2016, envolvia uma dívida de aproximadamente R$ 65 bilhões, segundo retrospectiva publicada pelo UOL. 


Mesmo depois de vender diversos ativos importantes, a companhia continuou enfrentando dificuldades para gerar recursos suficientes para sustentar suas operações e pagar seus credores.


Na segunda recuperação judicial, iniciada em 2023, as dívidas estavam novamente na casa de dezenas de bilhões de reais. 


O problema ficou ainda maior depois da venda de ativos


Ao longo de sua reestruturação, a Oi vendeu negócios importantes.


Entre eles estava sua operação de telefonia móvel, adquirida por Claro, TIM e Vivo em 2020.


A empresa também se desfez de ativos relacionados à infraestrutura de fibra óptica.


O objetivo dessas vendas era gerar dinheiro para reduzir dívidas e tornar a companhia financeiramente sustentável.


Mas o processo não conseguiu resolver completamente o problema.


A Oi ainda pode recorrer?


Sim.


A decisão atual não significa necessariamente que todas as possibilidades judiciais terminaram.


Segundo especialistas consultados pela Exame, ainda existem recursos possíveis, incluindo embargos de declaração e recursos aos tribunais superiores. 


O ponto importante é que a situação ficou mais difícil para a companhia.


O primeiro decreto de falência havia sido suspenso por uma decisão liminar. Agora, a segunda decretação foi analisada por um colegiado e confirmada por unanimidade.


Por isso, especialistas avaliam que reverter novamente a falência será uma tarefa bastante difícil. 


A falência pode ser suspensa novamente?


Existe possibilidade jurídica de novos recursos, mas não há garantia de que eles terão efeito suspensivo.


Ou seja, apresentar um recurso não significa automaticamente que todos os efeitos da falência serão interrompidos.


Enquanto isso, o processo de liquidação pode avançar.


O que acontece com os bens da Oi?


Com a falência, começa uma etapa voltada à arrecadação, avaliação e liquidação dos ativos da empresa.


O administrador judicial passa a ter papel central nesse processo.


A ideia é identificar os bens e direitos que podem ser utilizados para pagar os credores conforme as regras estabelecidas pela legislação.


A gestão dos bens já passou ao administrador judicial Bruno Rezende, segundo informações divulgadas pela Exame. 


Isso não significa que todos os ativos serão vendidos imediatamente.


Cada operação dependerá do processo judicial e das regras aplicáveis.


E os clientes da Oi? Vão ficar sem telefone ou internet?


Esse é provavelmente o ponto que mais preocupa os consumidores.


A falência da empresa não significa que todos os serviços serão desligados imediatamente.


A continuidade de serviços considerados essenciais precisa ser organizada pelas autoridades competentes e pelos órgãos reguladores.


A situação envolve inclusive a Anatel, já que a companhia ainda possui responsabilidades relacionadas a serviços de telecomunicações.


A transição dos serviços essenciais está em andamento, segundo informações divulgadas sobre o processo. 


Portanto, quem ainda utiliza algum serviço relacionado à Oi não deve simplesmente presumir que ficará sem serviço no dia seguinte à decisão.


A Oi ainda atende clientes?


A situação atual da empresa é muito diferente daquela época em que a Oi era uma grande operadora nacional de telefonia móvel.


A companhia passou por uma enorme redução de suas operações.


A telefonia móvel, por exemplo, foi vendida para Claro, TIM e Vivo.


A Oi passou a concentrar sua atuação em negócios menores e ativos remanescentes, inclusive relacionados à infraestrutura e serviços corporativos. 


Por isso, é fundamental diferenciar a antiga Oi gigante, que milhões de brasileiros conheciam, da empresa que chegou ao processo atual de falência.


O que acontece com quem tem uma dívida com a Oi?


A falência não significa que uma dívida desapareça automaticamente.


As relações contratuais e financeiras da empresa passam a ser tratadas dentro do processo de falência, de acordo com as regras aplicáveis a cada situação.


Dependendo do caso, podem existir créditos, obrigações e contratos que precisarão ser analisados individualmente.


Por isso, consumidores ou empresas que tenham valores a receber ou contratos pendentes devem acompanhar as informações oficiais do processo e procurar orientação jurídica quando necessário.


E quem tem dinheiro para receber da Oi?


Esse é um dos principais pontos do processo.


A Oi possui uma enorme quantidade de credores.


Com a falência, os credores precisam ser organizados conforme as categorias e prioridades previstas na legislação.


Isso significa que não necessariamente todos receberão ao mesmo tempo.


Também não existe garantia de que cada credor receberá integralmente o valor devido.


O resultado dependerá dos ativos efetivamente arrecadados e da ordem legal de pagamento.


A dívida da Oi passa de R$ 44 bilhões?


Sim.


Informações divulgadas nesta quarta-feira apontam que as dívidas da empresa ultrapassam R$ 44 bilhões. 


Esse número ajuda a dimensionar o tamanho do problema.


A companhia possui ativos, mas uma das dificuldades apontadas pela Justiça foi justamente a incapacidade de gerar receita suficiente com suas operações e de vender determinados ativos nas condições necessárias para manter o negócio funcionando.


O que aconteceu com a V.tal?


A V.tal se tornou um dos principais pontos da crise mais recente.


A Oi havia negociado a venda de sua participação na empresa por cerca de R$ 4,5 bilhões.


O negócio poderia fornecer recursos importantes para a companhia.


Entretanto, a Justiça impediu a operação porque o edital estabelecia um valor mínimo de R$ 12 bilhões, segundo informações da Exame. 


A impossibilidade de concluir essa venda prejudicou uma das alternativas que poderiam gerar caixa para a Oi.


Esse episódio acabou se tornando um dos elementos importantes do processo que levou novamente à falência.


Segunda chamada: o mercado está mudando rapidamente


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A Oi já tinha falido antes?


Sim.


Essa é uma das características mais incomuns do caso.


A primeira decretação de falência aconteceu em novembro de 2025.


Posteriormente, os efeitos foram suspensos e a companhia voltou a enfrentar o processo de recuperação judicial.


Em agosto de 2026, a Justiça voltou a decretar a falência, dessa vez após rejeitar o recurso apresentado por bancos. 


Por isso, notícias dizendo simplesmente que "a Oi faliu pela primeira vez" estariam incorretas.


O que aconteceu agora foi a confirmação da segunda decretação de falência.


Por que os bancos tentaram impedir a falência?


Itaú e Bradesco estavam entre os credores que recorreram contra a decretação.


A argumentação apresentada defendia que a falência poderia não ser a melhor solução nem para os credores nem para os clientes que ainda dependiam de determinados serviços da empresa.


O recurso, porém, foi rejeitado pelo tribunal. 


A falência prejudica os credores?


Esse é justamente um dos grandes debates do caso.


Em uma recuperação judicial, o objetivo é tentar preservar uma empresa que ainda tenha condições de continuar funcionando e gerar valor.


Na falência, o objetivo passa a ser a liquidação dos ativos e o pagamento dos credores conforme a legislação.


No caso da Oi, a Justiça entendeu que a companhia já não apresentava condições econômicas suficientes para continuar como estava.


Segundo a decisão relatada pela imprensa, grande parte do caixa vinha da venda de ativos, e não da operação regular do negócio. 


O que acontece com as ações da Oi?


As ações da companhia também são afetadas.


As negociações dos papéis da Oi na B3 foram suspensas após a decretação da falência, segundo informações divulgadas pela Exame. 


Antes disso, os papéis já estavam enfrentando uma situação extremamente delicada.


Desde o início de 2026, as ações eram negociadas por meio de leilões e valiam poucos centavos.


A B3 possui regras relacionadas ao valor mínimo das ações negociadas em determinados mercados, o que também contribuía para a situação incomum dos papéis.


Quem comprou ações da Oi pode perder tudo?


A situação é extremamente delicada para os acionistas.


Em uma falência, os acionistas ficam em uma posição diferente dos credores e, em geral, são os últimos na ordem econômica de recuperação de valores.


Isso significa que não existe garantia de recuperação do dinheiro investido.


Investidores precisam acompanhar os comunicados oficiais da companhia, da B3, da CVM e do processo judicial.


A Oi ainda pode ser salva?


Essa é uma das perguntas mais difíceis.


Juridicamente, ainda existem possibilidades de recurso.


Economicamente, entretanto, a situação é muito complicada.


Especialistas ouvidos pela Exame consideram reduzidas as chances de reversão neste momento, principalmente porque a nova decisão foi colegiada e unânime. 


Portanto, o cenário mais provável neste momento é a continuidade do processo de falência, mas uma decisão judicial definitiva ainda poderá depender dos recursos cabíveis.


O que acontece agora, passo a passo?


O processo deve avançar em algumas frentes.


1. Administração dos ativos


O administrador judicial assume papel fundamental na identificação e administração dos bens.


2. Levantamento das dívidas


Os créditos precisam ser identificados e organizados.


3. Avaliação dos ativos


Os bens e direitos da companhia são avaliados para determinar quanto podem gerar.


4. Venda de ativos


Quando autorizadas, as vendas podem gerar recursos para o processo.


5. Pagamento dos credores


Os valores arrecadados são distribuídos de acordo com a ordem prevista na legislação.


6. Continuidade ou transferência de serviços essenciais


Serviços que ainda exigem continuidade precisam ser tratados em conjunto com os órgãos responsáveis.


A falência da Oi muda alguma coisa para a internet brasileira?


A importância histórica da Oi no setor é enorme.


A empresa participou da construção da infraestrutura de telecomunicações brasileira e chegou a operar uma das maiores redes de telefonia do país.


Com sua redução, diversos ativos foram vendidos ou transferidos para outras companhias.


Isso significa que o mercado atual de telecomunicações já é muito diferente daquele em que a Oi chegou a competir diretamente com grandes operadoras em telefonia móvel e fixa.


Quem comprou a telefonia móvel da Oi?


O negócio foi concluído em 2022, após a aquisição dos ativos móveis por Claro, TIM e Vivo.


A operação foi uma das principais etapas da desmontagem da antiga Oi.


Com ela, milhões de clientes e uma enorme quantidade de infraestrutura passaram para as três concorrentes.


Por que a Oi acumulou tantas dívidas?


A história envolve uma combinação de fatores.


A companhia cresceu agressivamente, realizou grandes aquisições e participou de uma tentativa ambiciosa de construir uma enorme operadora nacional.


Um dos acontecimentos mais importantes foi a associação com a Portugal Telecom, que aumentou a dimensão e também a complexidade financeira do grupo.


A estratégia de crescimento acabou deixando a empresa extremamente alavancada.


Quando as receitas e as condições de mercado não foram suficientes para sustentar essa estrutura, a dívida se tornou um problema cada vez maior.


A primeira recuperação judicial da Oi foi a maior do Brasil?


A recuperação judicial iniciada em 2016 ficou conhecida como a maior da história brasileira naquele momento, envolvendo aproximadamente R$ 65 bilhões em dívidas. 


A empresa conseguiu concluir aquele processo em 2022.


Mas a recuperação financeira não foi suficiente para eliminar todos os problemas.


Em 2023, a Oi entrou novamente em recuperação judicial.


Como uma empresa pode sair da recuperação judicial e depois entrar novamente?


Recuperação judicial não significa necessariamente que uma empresa está completamente recuperada.


O processo cria condições para reorganizar dívidas, vender ativos e tentar recuperar a capacidade operacional.


Se posteriormente a empresa volta a enfrentar uma crise grave, pode surgir uma nova necessidade de reestruturação.


Foi o que aconteceu com a Oi.


A companhia saiu da primeira recuperação em 2022, mas entrou novamente em recuperação judicial em 2023. 


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A Oi acabou completamente?


É preciso fazer uma distinção.


A Oi como grande operadora nacional, conhecida durante décadas pelos brasileiros, está chegando a um ponto decisivo de encerramento de suas atividades.


Mas a existência jurídica da companhia e a liquidação de seus ativos ainda fazem parte de um processo judicial.


Portanto, dizer que "tudo acabou imediatamente" seria uma simplificação.


A falência inicia justamente uma nova etapa: a liquidação ordenada dos bens e o tratamento das obrigações da empresa.


O que a falência da Oi ensina sobre empresas gigantes?


O caso mostra que tamanho não significa segurança financeira.


Uma empresa pode ter milhões de clientes, infraestrutura gigantesca e uma marca extremamente conhecida e, ainda assim, enfrentar problemas de endividamento capazes de ameaçar sua sobrevivência.


A trajetória da Oi também demonstra os riscos de estratégias de expansão muito agressivas quando acompanhadas por elevado endividamento.


Perguntas frequentes


A Oi faliu em 2026?


Sim. A Justiça do Rio de Janeiro confirmou em 25 de agosto de 2026 a segunda decretação de falência da companhia. 


A Oi já tinha falido antes?


Sim. A primeira decretação ocorreu em novembro de 2025, mas seus efeitos foram suspensos posteriormente. 


A Oi ainda pode recorrer?


Sim. Ainda existem recursos judiciais possíveis, embora especialistas considerem difícil reverter a decisão atual. 


Quem tem Oi vai ficar sem internet?


Não necessariamente. A falência não significa desligamento imediato de todos os serviços. A continuidade e a transferência de serviços essenciais estão sendo tratadas dentro do processo.


Quem tem dívida com a Oi precisa pagar?


As obrigações contratuais dependem da situação específica. A falência não significa automaticamente que todas as dívidas dos clientes desapareçam.


Quem tem dinheiro para receber da Oi vai receber?


Os credores poderão participar do processo de falência, mas o recebimento depende dos ativos disponíveis e da ordem legal de pagamento.


Quem possui ações da Oi perdeu o dinheiro?


A situação dos acionistas é extremamente delicada. As negociações das ações foram suspensas após a falência, e não existe garantia de recuperação do investimento. 


Quanto a Oi deve?


As dívidas atualmente mencionadas no processo ultrapassam R$ 44 bilhões. 


Quem comprou a Oi Móvel?


A operação de telefonia móvel foi adquirida por Claro, TIM e Vivo.


O que acontece com os bens da Oi?


Eles poderão ser arrecadados, avaliados e eventualmente vendidos para gerar recursos destinados ao pagamento dos credores.


A Oi pode voltar a funcionar normalmente?


No cenário atual, a companhia está submetida ao processo de falência. Uma reversão dependeria de decisões judiciais futuras.


O fim de uma das maiores empresas de telecomunicações do Brasil


A confirmação da falência representa um dos capítulos mais marcantes da história empresarial brasileira.


A Oi nasceu da transformação do setor de telecomunicações após a privatização da Telebras, cresceu por meio de aquisições e chegou a ocupar uma posição central no mercado brasileiro. 


Mas o crescimento também trouxe uma estrutura financeira pesada.


Depois de duas recuperações judiciais, vendas de ativos importantes e anos de disputas com credores, a Justiça voltou a decretar a falência.


Agora, a questão deixa de ser apenas como salvar a Oi e passa a ser como administrar seus ativos, proteger os serviços essenciais e distribuir os recursos entre os credores.


Ainda existem recursos judiciais que podem alterar o caminho do processo. 


Mas, neste momento, uma coisa está clara: **a antiga Oi que durante anos foi uma das gigantes das telecomunicações brasileiras está chegando ao fim de sua trajetória empresarial.**

IPCA-15 cai 0,40% em agosto e registra primeira deflação em um ano: veja o que isso significa para o seu bolso


 

IPCA-15 cai 0,40% em agosto e registra primeira deflação em um ano: veja o que isso significa para o seu bolso


O brasileiro recebeu nesta quarta-feira, 26 de agosto de 2026, uma notícia que chamou a atenção do mercado: o IPCA-15 caiu 0,40% em agosto, depois de ter avançado 0,06% em julho.


O indicador, considerado a prévia da inflação oficial, registrou a primeira deflação em um ano. Em 12 meses, porém, ainda acumula alta de 4,24%, enquanto no acumulado de 2026 a alta chega a 3,09%. 


O resultado veio melhor que as expectativas dos analistas, que projetavam uma queda menor. A principal pergunta agora é: isso significa que os preços estão realmente ficando mais baratos para os brasileiros?


A resposta é mais complexa do que parece.


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O que aconteceu com a inflação em agosto de 2026?


O IPCA-15 registrou -0,40% em agosto, uma mudança significativa em relação aos +0,06% de julho.


Na prática, o indicador mostrou uma redução média dos preços pesquisados durante o período de coleta.


O resultado também surpreendeu positivamente o mercado: uma pesquisa da Reuters apontava expectativa de queda de aproximadamente 0,30%, enquanto outras projeções tinham mediana próxima desse valor. 


O que é deflação?


Deflação significa que, na média, o nível de preços medido pelo indicador caiu naquele período.


É o movimento contrário à inflação positiva.


Mas isso não significa que todos os produtos ficaram mais baratos.


Alguns preços podem cair bastante enquanto outros continuam subindo.


É exatamente o que aconteceu em agosto.


Por que o IPCA-15 caiu tanto?


Três grupos tiveram papel importante no resultado:


Habitação: -1,41%;


Transportes: -1,00%;


Alimentação e bebidas: -0,57%.



Juntos, esses grupos ajudaram significativamente a puxar o índice para baixo. 


O grupo Habitação teve impacto especialmente importante por causa da energia elétrica.


Já Transportes foi beneficiado por quedas em itens como combustíveis e passagens aéreas.


Na alimentação, vários produtos importantes também ficaram mais baratos.


A conta de luz foi uma das principais responsáveis


Um dos grandes destaques do resultado foi a energia elétrica residencial.


A redução esteve relacionada ao impacto do Bônus de Itaipu nas contas de energia, que ajudou a diminuir o peso da eletricidade no índice.


Esse tipo de efeito é importante porque energia elétrica possui peso relevante no orçamento das famílias e também influencia indiretamente diversos outros preços.


A comida também ficou mais barata?


Na média medida pelo IPCA-15, sim.


O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,57% em agosto. 


Isso não significa que toda comida ficou mais barata.


Alguns alimentos tiveram queda relevante, enquanto outros apresentaram aumento.


O resultado geral foi puxado para baixo principalmente pelos preços de alimentos consumidos dentro de casa.


Quais alimentos ajudaram a reduzir o índice?


Entre os produtos que apresentaram quedas estão itens como:


tomate;


batata;


cebola;


arroz;


carnes;


frutas.



A composição exata do índice mostra que diferentes alimentos contribuíram de maneiras distintas para o resultado.


Por isso, uma família pode ter percebido uma redução maior no supermercado enquanto outra praticamente não sentiu diferença.


O preço da gasolina caiu?


Sim.


O grupo Transportes registrou queda de 1% em agosto.


Entre os itens que contribuíram para o resultado estiveram:


gasolina;


etanol;


diesel;


passagens aéreas;


automóveis novos. 



A gasolina teve queda no período de referência do índice.


Mas é importante lembrar que o preço encontrado em um posto específico pode ser diferente do comportamento médio nacional.


A ANP acompanha semanalmente os preços praticados no mercado brasileiro e mantém séries históricas por combustível, estado e município. 


Isso significa que o supermercado inteiro ficou mais barato?


Não.


Esse é um dos maiores erros de interpretação quando aparece uma notícia sobre deflação.


IPCA-15 negativo não significa que tudo ficou mais barato.


O índice é uma média ponderada de diversos produtos e serviços.


Enquanto alimentação caiu 0,57%, por exemplo, outros grupos tiveram aumento.


Em agosto, Despesas pessoais subiu 0,66%, Saúde e cuidados pessoais avançou 0,40% e Educação aumentou 0,46%. 


Ou seja: algumas despesas diminuíram, mas outras continuaram pressionando o orçamento.


A inflação acumulada ainda está alta?


Apesar da deflação mensal, os preços continuam mais altos do que um ano atrás.


Em 12 meses, o IPCA-15 acumula 4,24%.


No acumulado de 2026, a alta é de 3,09%. 


Isso ajuda a explicar por que o consumidor pode olhar para a notícia de deflação e, ao mesmo tempo, continuar sentindo que a vida está cara.


Por que isso acontece?


Imagine que um produto custava R$ 100.


Se ele subiu para R$ 110 durante vários meses e depois caiu 0,40% no período seguinte, ele não voltou automaticamente aos R$ 100.


A deflação mensal representa uma queda em relação ao período imediatamente anterior.


Ela não apaga automaticamente os aumentos acumulados anteriormente.


O que muda para quem recebe salário?


A deflação não significa que o salário será reajustado automaticamente.


O impacto mais direto é sobre o poder de compra.


Se determinados preços caem ou sobem menos, o mesmo salário pode comprar uma quantidade maior de alguns produtos.


Mas isso depende da cesta de consumo de cada família.


Quem gasta muito com energia e alimentação pode sentir um efeito diferente de quem possui despesas maiores com educação, saúde ou serviços.


O que a deflação pode significar para a Selic?


Esse é um dos pontos que mais interessam ao mercado financeiro.


Uma inflação mais baixa pode reduzir a pressão para manter juros elevados por muito tempo.


O resultado de agosto veio abaixo das expectativas e pode reforçar a percepção de desaceleração das pressões inflacionárias. 


Mas isso não significa que o Banco Central automaticamente cortará a Selic.


A decisão depende de vários fatores, incluindo:


inflação corrente;


expectativas de inflação;


atividade econômica;


mercado de trabalho;


cenário fiscal;


câmbio;


preços internacionais;


inflação de serviços.



Portanto, deflação em um mês é positiva para o cenário de inflação, mas não determina sozinha o próximo movimento dos juros.


O resultado pode fazer os juros caírem?


Pode aumentar as expectativas de cortes, mas não há garantia.


O mercado observa principalmente se a desaceleração dos preços será persistente.


Uma queda causada por fatores temporários, como um bônus ou redução pontual de determinado preço, tem peso diferente de uma desaceleração generalizada e duradoura.


Essa distinção será importante nas próximas divulgações.


Segunda chamada: preços mudam o tempo todo


Como os preços de produtos e serviços podem variar bastante ao longo do tempo, vale pesquisar antes de comprar. Confira os produtos exibidos ao lado e clique para acessar uma nova página com mais opções, diferentes produtos, preços competitivos e ofertas disponíveis na internet.


O que aconteceu com a energia elétrica?


A energia elétrica foi um dos fatores mais importantes para explicar o resultado de agosto.


A redução das tarifas refletiu o Bônus de Itaipu, que foi incorporado às contas emitidas no período.


Esse efeito ajudou a reduzir o grupo Habitação e, consequentemente, o IPCA-15.


Mas existe uma ressalva importante: a conta de luz não necessariamente continuará caindo nos próximos meses pelo mesmo motivo.


Um efeito extraordinário ou temporário não pode ser projetado indefinidamente.


A deflação vai continuar em setembro?


Não é possível afirmar.


Os preços podem mudar por diversos motivos entre agosto e setembro.


Entre os fatores que podem alterar o resultado estão:


combustíveis;


alimentos;


energia elétrica;


passagens aéreas;


câmbio;


preços internacionais;


serviços;


tarifas públicas.



Por isso, é preciso esperar os próximos dados.


Qual é a diferença entre IPCA e IPCA-15?


Os dois indicadores medem a variação de preços ao consumidor, mas possuem diferenças no período de coleta e na divulgação.


O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial.


Segundo o IBGE, sua coleta de agosto de 2026 considerou preços entre 16 de julho e 14 de agosto. 


Já o IPCA utiliza outro período de coleta e é o índice oficial utilizado como referência para a inflação.


Então o IPCA-15 não mede exatamente os preços de hoje?


Exatamente.


Esse é outro ponto importante.


Embora o resultado tenha sido divulgado em 26 de agosto, os preços analisados no IPCA-15 de agosto foram coletados entre 16 de julho e 14 de agosto. 


Portanto, não é correto interpretar o número como se fosse uma fotografia exata dos preços praticados nas lojas nesta quarta-feira.


A deflação aconteceu em todas as cidades?


Não.


Os resultados variam entre as regiões pesquisadas.


O IPCA-15 é calculado com base em 11 áreas urbanas: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além do Distrito Federal e de Goiânia. 


Isso significa que o comportamento dos preços pode ser diferente de uma cidade para outra.


E Salvador?


Salvador está entre as regiões abrangidas pela pesquisa do IPCA-15.


Isso é particularmente importante para consumidores da capital baiana porque o comportamento local pode ser diferente da média nacional.


A própria metodologia do IBGE permite observar os resultados por área pesquisada. 


Quais grupos ficaram mais baratos?


A fotografia de agosto mostra:


Grupo Variação


Alimentação e bebidas -0,57%

Habitação -1,41%

Transportes -1,00%

Artigos de residência +0,04%

Vestuário -0,20%

Saúde e cuidados pessoais +0,40%

Despesas pessoais +0,66%

Educação +0,46%

Comunicação -0,02%





A tabela deixa claro por que não é correto dizer simplesmente que "os preços caíram".


Alguns grupos tiveram queda e outros aumentaram.


E os serviços?


A inflação de serviços continua sendo acompanhada de perto porque pode ser mais persistente do que algumas oscilações de produtos.


Uma queda temporária em alimentos ou energia não necessariamente significa que todas as pressões inflacionárias desapareceram.


Por isso, o Banco Central e o mercado devem observar os próximos indicadores antes de concluir que existe uma mudança estrutural na inflação.


O dólar também está reagindo ao cenário?


O mercado financeiro está acompanhando simultaneamente os dados brasileiros e internacionais.


Nesta quarta-feira, o dólar abriu perto de R$ 5,16, enquanto o Ibovespa operava em alta. 


O câmbio também é influenciado por fatores externos, incluindo dados econômicos dos Estados Unidos e expectativas sobre juros internacionais.


Portanto, não é possível atribuir o movimento do dólar exclusivamente ao IPCA-15.


Por que o resultado chamou tanto a atenção?


Há três motivos principais.


1. Foi uma deflação expressiva


O IPCA-15 caiu 0,40%, uma variação relevante para um único mês. 


2. Foi a primeira deflação em um ano


O último resultado negativo havia sido registrado em agosto de 2025. 


3. O resultado veio melhor que o esperado


O mercado esperava uma queda menor.


Isso aumentou a importância do dado para investidores e analistas.


A inflação está finalmente controlada?


Ainda é cedo para dizer.


A inflação acumulada em 12 meses está em 4,24%, e diversos preços continuam subindo.


O resultado de agosto é uma informação positiva para o cenário inflacionário, mas será necessário observar a sequência dos próximos meses.


Uma única leitura negativa não é suficiente para confirmar uma tendência permanente.


Terceira chamada: aproveite para pesquisar antes de comprar


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O que o consumidor deve fazer agora?


A melhor atitude não é assumir que tudo ficará mais barato.


Em vez disso, vale:


comparar preços;


pesquisar antes de comprar;


aproveitar quedas reais quando aparecerem;


evitar compras por impulso;


acompanhar gastos recorrentes;


observar reajustes de serviços;


verificar diferentes estabelecimentos.



A inflação é uma média. Seu orçamento é individual.


Se um determinado produto que você compra frequentemente continua aumentando, a deflação média do IPCA-15 não elimina esse impacto.


Perguntas frequentes


O que significa IPCA-15 negativo?


Significa que o índice de preços caiu no período de referência. Em agosto de 2026, a queda foi de 0,40%. 


É verdade que o Brasil teve deflação?


Sim. O IPCA-15 registrou deflação de 0,40% em agosto. 


É a primeira deflação de 2026?


Não necessariamente no sentido de qualquer índice de preços, mas o IPCA-15 voltou a registrar resultado negativo pela primeira vez desde agosto de 2025. 


A gasolina ficou mais barata?


A gasolina teve queda no período de coleta do IPCA-15, contribuindo para a redução do grupo Transportes. 


A comida ficou mais barata?


Na média, o grupo Alimentação e bebidas caiu 0,57%. Isso não significa que todos os alimentos tenham ficado mais baratos. 


A conta de luz caiu?


A energia elétrica contribuiu significativamente para a queda do grupo Habitação, em parte devido ao Bônus de Itaipu.


A Selic vai cair?


O resultado pode aumentar as expectativas de cortes, mas não determina sozinho uma decisão do Banco Central.


A inflação acumulada caiu?


Sim. Em 12 meses, o IPCA-15 passou para 4,24%, abaixo dos 4,52% registrados no período imediatamente anterior. 


O brasileiro vai sentir uma grande queda no custo de vida?


Não necessariamente. O impacto varia conforme os produtos e serviços consumidos por cada família.


O IPCA-15 mede os preços de hoje?


Não exatamente. O resultado de agosto considera preços coletados entre 16 de julho e 14 de agosto. 


O que realmente importa nessa nova leitura da inflação?


A queda de 0,40% no IPCA-15 de agosto é uma notícia relevante para o Brasil, principalmente porque representa a primeira deflação do indicador em um ano e veio acima das expectativas do mercado. 


Mas a manchete "preços caíram" precisa ser interpretada com cuidado.


A redução foi influenciada por fatores específicos, principalmente energia elétrica, transportes e alimentação, enquanto várias outras despesas continuaram subindo. 


Além disso, a inflação acumulada em 12 meses ainda está em 4,24%.


O dado, portanto, não significa que o brasileiro entrou de repente em uma era de preços baixos.


O que ele mostra é algo mais específico e importante: a pressão média sobre os preços perdeu força em agosto, e isso poderá influenciar as expectativas para a economia e para os juros nos próximos meses.


Agora, o mercado terá de observar se essa melhora continuará nos próximos indicadores ou se parte da queda foi resultado de fatores temporários.


E para o consumidor, a regra continua sendo a mais simples: **não olhar apenas para a inflação geral — e sim para os preços que realmente fazem parte do seu próprio orçamento.**

Häagen-Dazs deixa o Brasil após quase 30 anos: veja por que a marca saiu e onde ainda é possível encontrar os sorvetes

 


Häagen-Dazs deixa o Brasil após quase 30 anos: veja por que a marca saiu e onde ainda é possível encontrar os sorvetes


A Häagen-Dazs vai deixar de ser comercializada no Brasil depois de quase três décadas no país. A decisão da General Mills, dona da marca, foi confirmada nesta semana e rapidamente provocou uma onda de nostalgia, comentários e brincadeiras nas redes sociais. 


A empresa informou que a saída faz parte de um plano de reformulação de portfólio anunciado em março de 2026. A distribuição dos sorvetes no país já foi encerrada, embora ainda existam produtos remanescentes em alguns estabelecimentos. 


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Por que a Häagen-Dazs saiu do Brasil?


A explicação oficial da General Mills é direta: a empresa está realizando uma reformulação de seu portfólio.


A companhia não apresentou um motivo específico relacionado às vendas da Häagen-Dazs no Brasil. Em comunicado, afirmou que a marca não será mais distribuída no país devido ao plano de reformulação anunciado em março. 


Isso é importante porque começaram a surgir nas redes sociais diferentes interpretações sobre a saída.


Até o momento, a informação confirmada pela empresa é a reestruturação do portfólio.


Portanto:


Fato: a distribuição da Häagen-Dazs no Brasil foi encerrada.


Fato: a General Mills atribui a decisão à reformulação do portfólio.


Não confirmado: que a saída tenha ocorrido especificamente por causa de baixa demanda, preço ou algum problema pontual no mercado brasileiro.



Há quanto tempo a Häagen-Dazs estava no Brasil?


A marca chegou ao mercado brasileiro em 1997 e construiu uma trajetória de quase 30 anos por aqui. 


Durante parte dessa história, a empresa também operou lojas próprias.


Depois, a marca passou a concentrar sua presença no país na venda de produtos no varejo. Segundo informações divulgadas pela imprensa, as lojas físicas foram encerradas em 2018. 


Para muitos consumidores, portanto, a saída representa o desaparecimento de uma marca que fez parte do mercado brasileiro durante praticamente uma geração.


A Häagen-Dazs já saiu oficialmente das lojas?


Sim.


A distribuição oficial dos produtos foi encerrada.


Isso não significa, porém, que todos os potes desapareceram imediatamente das prateleiras.


Estabelecimentos que ainda possuem estoque podem continuar vendendo as unidades restantes até que acabem.


Por isso, consumidores ainda podem encontrar alguns sabores em determinados supermercados, empórios e plataformas de entrega, dependendo da região. 


Onde ainda é possível encontrar Häagen-Dazs?


Embora a distribuição oficial tenha sido encerrada, ainda existem estoques remanescentes.


A disponibilidade varia de acordo com a cidade e o estabelecimento.


Reportagem da Exame cita redes e estabelecimentos onde ainda havia produtos disponíveis, incluindo supermercados como Pão de Açúcar, Carrefour, Zona Sul, Saint Marché e Oba Hortifruti, além de alguns empórios e supermercados que aparecem em plataformas de entrega. 


Isso significa que quem procura um sabor específico pode encontrá-lo em um local e não encontrar em outro.


Os estoques vão durar para sempre?


Não.


Como a distribuição foi encerrada, os produtos atualmente encontrados no comércio são, em princípio, estoques remanescentes.


Depois que essas unidades forem vendidas, a disponibilidade tende a diminuir.


Não existe, até o momento, uma confirmação de que a distribuição oficial será retomada.


A Häagen-Dazs vai voltar ao Brasil?


Não há confirmação de retorno.


A General Mills confirmou o encerramento da distribuição, mas não anunciou uma data ou plano para uma eventual volta da marca ao mercado brasileiro. 


Por isso, qualquer publicação afirmando que a Häagen-Dazs já tem data certa para voltar deve ser tratada com cautela.


Até agora, o que existe oficialmente é a decisão de retirar a marca da distribuição brasileira.


A saída tem relação com a venda da General Mills para a 3corações?


Existe uma relação com a grande reorganização das operações brasileiras da General Mills, mas é importante explicar corretamente.


Em março de 2026, o Grupo 3corações anunciou a aquisição das operações da General Mills no Brasil em uma transação avaliada em R$ 800 milhões.


O negócio envolve marcas como Yoki e Kitano, além de ativos e operações industriais. 


A Häagen-Dazs, entretanto, não foi incluída nessa aquisição.


A saída da marca faz parte da reorganização do portfólio da General Mills. 


O que aconteceu com Yoki e Kitano?


É justamente aí que a mudança fica mais interessante.


Enquanto a Häagen-Dazs deixa o mercado brasileiro, Yoki e Kitano passam para o Grupo 3corações, em uma operação anunciada em março. 


A aquisição representa uma expansão importante para a 3corações, tradicionalmente associada ao mercado de café.


Segundo a própria empresa, a operação busca diversificar o portfólio e ampliar sua presença em diferentes ocasiões de consumo. 


Por que a General Mills está reorganizando seus negócios?


A saída brasileira acontece dentro de uma estratégia corporativa mais ampla.


A General Mills vem reorganizando seu portfólio para concentrar investimentos em determinadas categorias e negócios considerados prioritários.


A imprensa especializada relata que a estratégia global da companhia inclui direcionar recursos para áreas como alimentos para pets, snacks, comida mexicana e determinados segmentos de sorvetes. 


Portanto, a saída da Häagen-Dazs do Brasil não deve ser interpretada isoladamente.


Ela faz parte de uma movimentação maior da multinacional.


A Häagen-Dazs deixou de existir?


Não.


Esse é um ponto importante.


A Häagen-Dazs não acabou no mundo.


A marca continua presente internacionalmente.


O que está acontecendo é o encerramento da distribuição no mercado brasileiro.


A marca continua sendo comercializada em diversos outros países. 


Por que a notícia repercutiu tanto nas redes sociais?


A saída chamou atenção porque a Häagen-Dazs possui uma imagem muito associada a sorvete premium.


Nas redes sociais, consumidores compartilharam lembranças dos produtos, sabores favoritos e experiências com a marca.


Ao mesmo tempo, houve comentários sobre os preços elevados dos sorvetes e comparações com outras redes e marcas do segmento premium. 


A combinação de nostalgia + marca conhecida + desaparecimento das prateleiras ajudou a transformar uma decisão empresarial em um assunto bastante comentado.


Quais sabores os brasileiros mais procuram?


Entre os produtos que ainda aparecem em estoques remanescentes estão sabores como:


Macadamia Nut Brittle;


Strawberry Cheesecake;


Cookies and Cream.



A disponibilidade, entretanto, varia bastante conforme a região e o estabelecimento. 


Quem estiver procurando algum sabor específico deve verificar diretamente os estoques locais.


A saída significa que os brasileiros nunca mais poderão comer Häagen-Dazs?


Não necessariamente.


O encerramento da distribuição oficial brasileira significa que os produtos deixam de ser comercializados regularmente pela operação local.


Mas a marca continua existindo internacionalmente.


Além disso, produtos importados podem eventualmente aparecer no mercado brasileiro por outros canais, embora isso não signifique que exista uma distribuição oficial regular da marca no país.


O preço do sorvete teve influência na decisão?


A General Mills não apontou o preço como causa oficial da saída.


Esse é um ponto importante porque o assunto provocou muitas discussões nas redes sociais.


Alguns consumidores associaram a saída ao preço elevado do produto, enquanto outros lembraram que a marca sempre ocupou um posicionamento premium. 


Sem uma declaração oficial atribuindo a decisão ao preço, não é possível afirmar que esse foi o motivo.


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A saída da Häagen-Dazs vai afetar o mercado brasileiro de sorvetes?


A princípio, a retirada de uma marca premium abre espaço para concorrentes disputarem consumidores que já estavam acostumados a comprar produtos desse segmento.


Entre as marcas lembradas nas discussões sobre o mercado estão redes de gelato e outras opções premium.


Mas isso não significa automaticamente que uma empresa específica será a grande vencedora.


O comportamento do consumidor, os preços, a distribuição e a variedade de sabores serão fatores importantes.


Quem pode ganhar espaço com a saída?


O mercado brasileiro possui diversas marcas de sorvetes, gelatos e sobremesas premium.


Com a retirada da Häagen-Dazs, consumidores que procuravam uma opção premium podem experimentar alternativas nacionais e internacionais disponíveis no país.


A saída também pode beneficiar estabelecimentos especializados em gelato, principalmente aqueles que conseguem oferecer:


sabores diferenciados;


ingredientes premium;


experiência de consumo;


localização conveniente;


preços competitivos.



O mercado brasileiro de sorvetes continua forte?


Sim.


A saída de uma marca específica não significa que o mercado brasileiro de sorvetes esteja em crise.


Dados citados pela Forbes apontam que o setor brasileiro movimentou mais de R$ 15 bilhões em 2025, com milhares de empresas atuando no segmento. 


O mercado também reúne uma grande quantidade de pequenas empresas, o que demonstra a diversidade da indústria brasileira.


A Häagen-Dazs tinha fabricação no Brasil?


A história da marca no Brasil esteve principalmente ligada à distribuição e às operações comerciais.


A General Mills também possuiu estruturas industriais no país relacionadas ao seu portfólio de marcas.


Com a venda das operações brasileiras para a 3corações, foram incluídas na negociação unidades em Pouso Alegre, Minas Gerais, e Campo Novo do Parecis, Mato Grosso. 


Isso não significa, porém, que essas fábricas fossem dedicadas exclusivamente à produção de Häagen-Dazs.


Quanto a General Mills faturou no Brasil?


Segundo informações divulgadas pela imprensa, as operações brasileiras da General Mills contribuíram com aproximadamente US$ 350 milhões em vendas líquidas no ano fiscal de 2025. 


Esse número ajuda a mostrar que a decisão de reorganização não significa simplesmente que a empresa abandonou o mercado brasileiro.


Ela está modificando sua estrutura e seu portfólio.


A General Mills está saindo completamente do Brasil?


Não é isso que a notícia indica.


A empresa está reorganizando sua operação e vendeu determinados ativos e marcas para a 3corações, enquanto também retirou a Häagen-Dazs da distribuição brasileira.


Portanto, dizer que a General Mills "fechou no Brasil" seria uma simplificação incorreta.


A mudança é principalmente uma reorganização de portfólio e operações.


O que muda para quem já tem Häagen-Dazs em casa?


Nada de especial.


Quem já comprou um pote pode consumi-lo normalmente, respeitando as condições de armazenamento e validade indicadas na embalagem.


A retirada da distribuição não significa que produtos já vendidos tenham se tornado automaticamente impróprios para consumo.


O consumidor deve sempre observar:


prazo de validade;


condições de congelamento;


integridade da embalagem;


orientações do fabricante.



É possível comprar Häagen-Dazs pela internet?


Ainda pode ser possível encontrar unidades em supermercados e plataformas de entrega, dependendo da localização e do estoque disponível.


Entretanto, como a distribuição oficial foi encerrada, a disponibilidade pode desaparecer rapidamente. 


Por isso, uma busca online hoje pode apresentar resultados que já não estarão disponíveis posteriormente.


Terceira chamada: enquanto ainda existem opções, compare


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O que aconteceu com as antigas lojas Häagen-Dazs?


A marca chegou ao Brasil inicialmente com lojas próprias.


Com o passar dos anos, essa estratégia mudou.


As lojas físicas deixaram de operar, e a marca permaneceu no país principalmente através dos produtos vendidos no varejo. 


Assim, a atual saída do mercado representa o encerramento de uma presença comercial que já vinha sendo diferente daquela existente nos primeiros anos.


A Häagen-Dazs chegou ao Brasil em que ano?


A marca chegou ao Brasil em 1997.


Sua primeira loja brasileira foi aberta posteriormente em São Paulo, segundo registros publicados sobre a história da marca no país. 


Foram aproximadamente 29 anos de presença no mercado brasileiro.


A marca é realmente americana?


A Häagen-Dazs é uma marca criada nos Estados Unidos.


Ela foi criada por Reuben Mattus, empresário nascido na Polônia, e começou sua trajetória em Nova York em 1960. 


Apesar do nome com aparência europeia, a marca tem origem norte-americana.


Perguntas frequentes


A Häagen-Dazs saiu do Brasil?


Sim. A General Mills encerrou a distribuição dos produtos da marca no mercado brasileiro. 


Por que a Häagen-Dazs saiu?


A justificativa oficial é uma reformulação do portfólio da General Mills. 


A Häagen-Dazs vai voltar?


Não existe, até o momento, anúncio oficial de retorno ao Brasil.


Ainda dá para comprar Häagen-Dazs?


Sim. Alguns estabelecimentos ainda podem ter estoques remanescentes, mas a disponibilidade varia conforme a região. 


A 3corações comprou a Häagen-Dazs?


Não. A aquisição anunciada pela 3corações envolveu principalmente as operações e marcas como Yoki e Kitano. 


Há quanto tempo a Häagen-Dazs estava no Brasil?


A marca chegou ao país em 1997, permanecendo aproximadamente 29 anos no mercado. 


A marca acabou no mundo?


Não. A decisão é referente ao mercado brasileiro.


O preço alto causou a saída?


Não há confirmação oficial de que esse tenha sido o motivo. A General Mills atribuiu a decisão à reformulação do portfólio.


Quais sabores ainda podem ser encontrados?


Entre os sabores citados em estoques remanescentes estão Macadamia Nut Brittle, Strawberry Cheesecake e Cookies and Cream, mas a disponibilidade varia. 


Uma marca que virou parte da memória de muitos brasileiros


A saída da Häagen-Dazs mostra como uma decisão empresarial pode rapidamente se transformar em um fenômeno de conversa nas redes sociais.


A marca passou quase três décadas no Brasil e construiu uma posição associada ao segmento premium de sorvetes.


Agora, a General Mills decidiu retirar a distribuição brasileira como parte de uma reformulação de portfólio. 


Para os consumidores, a consequência mais imediata é simples: os produtos deixarão de ser encontrados regularmente nas prateleiras brasileiras.


Ainda existem estoques em alguns estabelecimentos, mas eles são limitados e dependem da região. 


A história da Häagen-Dazs no Brasil, portanto, entra em uma nova fase — e deixa para trás quase 30 anos de presença no país.

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