Dinheiro é algo que faz
parte de nossas vidas o tempo todo. Sim, até mesmo quando somos crianças
pequenas e não lidamos diretamente com cédulas, moedas e cartões, expressamos
nossos desejos de consumir. Porém, mesmo com toda essa exposição ao dinheiro
poucos são os que podem dizer que realmente dominam sua situação financeira. O
que falta? Será mais dinheiro a solução para os problemas financeiros?
Pense em duas pessoas
que dividiram um prêmio milionário de loteria. Uma pegou todo o seu prêmio e
adquiriu a melhor casa que o dinheiro pode comprar. Já a segunda comprou uma
casa mais modesta, porém confortável o suficiente para ela. Com o restante, fez
uma aplicação financeira e hoje vive sossegada, consumindo só os juros da
aplicação. E a primeira? Ah, ela terá de trabalhar ainda mais para sustentar o
casarão em que mora.
Note que as duas
pessoas da história têm patrimônios do mesmo tamanho. A diferença é como cada
uma distribuiu o seu. Milhões não tornaram a primeira próspera. A segunda
parece menos rica, mas deve ter uma vida mais tranqüila. Por quê? Porque foi
mais inteligente financeiramente.
O que é inteligência
financeira? Segundo o professor Fernando Agra, “é saber utilizar o dinheiro de
maneira equilibrada e que traga qualidade de vida”. Em outras palavras, ser
financeiramente inteligente significa compreender os próprios desejos e
necessidades e saber alocar o dinheiro (que nada mais é que o fruto de nossos
esforços) de forma sábia, que traga tranqüilidade no futuro.
Para se tornar
financeiramente inteligente, procure educar-se com livros, cursos e palestras
que o ajudem a desenvolver hábitos financeiros sustentáveis.
Aprenda a equilibrar o
orçamento, a constituir uma reserva para emergências e sonhos futuros e a fazer
um pé-de-meia para ter um futuro mais próspero.
Aos
60 anos, muitos reclamam de não ter alcançado sua independência financeira. No entanto,
quantos desses, aos 20, pensavam em poupar um pouco do que ganhavam? Alguns até
tinham esse pensamento já que iriam constituir família e precisavam de um bom
“pé de meia” para bancar isso, mas a maioria trabalhava apenas para as
necessidades do presente.
Ter
uma visão de futuro e um planejamento financeiro enquanto se é jovem ajuda para
que as decisões sejam mais sábias e benéficas na aposentadoria. Rodrigo de
Almeida, analista de investimentos, contribui com a previdência complementar e
já planeja para viver com mais conforto no futuro. “Apesar da previdência
complementar ser de grande valia para aumento da qualidade de vida na
aposentadoria, ainda guardo um pouco do dinheiro para alguns investimentos em
longo prazo, que considero serem fundamentais para que o nível de vida não seja
impactado”, afirma Rodrigo.
Mesmo
não sendo o único responsável pelo sustento da família, Rodrigo ajuda nas
despesas da casa e a cada ano investe um pouco mais na previdência complementar
pensando no futuro. “Hoje pago 50% das despesas de casa e penso em algumas
possibilidades de novos hábitos quando estiver casado, com uma casa, mulher e
sendo a principal fonte de renda. Por isso, a cada ano, além dos investimentos
a longo prazo, aumento o percentual de contribuição na previdência complementar
até que chegue no limite do ganho tributário”, complementa Rodrigo.
Assim,
um futuro bem planejado depende de uma disciplina financeira hoje, sem regras
ou manuais padronizados. “Prefiro ter em mente adaptações que preciso fazer diariamente
em minha rotina, sem muitas contas ou planejamentos mirabolantes. Planto o que
quero colher”, conclui Rodrigo.
,
Não basta apenas dar
mesada. Os filhos aprendem vendo e repetindo o comportamento dos pais,
inclusive em relação ao dinheiro. São o pai e a mãe as referências dos seus
filhos, para o bem ou para o mal.
Se as crianças admiram
a maneira como os adultos da família lidam com dinheiro, elas tendem a
repeti-lo; se não o aprovam, elas tentam fazer diferente, se não o oposto.
Quando os adultos
tratam o assunto com preocupação excessiva, alternando reclamações e com
insegurança, eles assustam os filhos, que passam a ver o dinheiro com
ansiedade, podendo chegar a evitar tratar dessa responsabilidade.
Educação financeira
deve ser um assunto tratado com naturalidade e tranqüilidade pelos pais. A
mesada é uma excelente oportunidade para introduzir conceitos básicos de
educação financeira para as crianças. É o momento ideal para, por exemplo,
mostrar a diferença entre gastar e investir, ensinar os problemas de se
antecipar a mesada, pedir emprestado e consumir sem planejamento.
Em todo o caso, é
fundamental ensinar aos pequenos o real valor do dinheiro com tranqüilidade e
confiança. Ele não é a coisa mais importante do mundo, não compra felicidade e
não vem de graça, mas, quando mal utilizado, pode ser uma grande dor de cabeça.
Dinheiro é um meio para
um fim. Desde cedo, os meninos (a) devem ser guiados pelos pais para escolher
boas finalidades para suas economias e entender que dinheiro não precisa ser
uma fonte de problemas, mas sim um instrumento para conquistar sonhos.
Certamente essa dúvida
passa pela cabeça de qualquer pessoa na hora de adquirir um carro. No entanto,
decidir entre comprar um carro novo ou usado depende do perfil do comprador, da
sua capacidade de pagamento e do tipo de veículo que gostaria de ter. Cada
compra possui vantagens e desvantagens. Por isso, procure saber todos os prós e
contras antes de fechar o negócio.
Um carro novo tem a
grande vantagem da garantia de não ter problemas técnicos por um bom tempo.
Ainda assim, se você descobrir um defeito grave, pode entrar em contato com a
concessionária e resolver o seu problema. As formas de financiamento também são
mais fáceis e os juros menores na compra de um carro novo.
Na hora da revenda, um
carro pouco usado tem liquidez maior e um valor de mercado mais alto. Por outro
lado, assim que você tira o carro da concessionária, ele perde 10% do valor. E
no final do primeiro ano, ele pode desvalorizar em até 30%.
A questão da
desvalorização é o principal motivo que impulsiona os compradores para o
mercado de usados. Um carro usado já desvalorizou bastante nos dois primeiros
anos. Então, a tendência é que você não perca tanto dinheiro ou, melhor,
consiga encontrar excelentes barganhas. Por outro lado, todo cuidado é pouco na
hora de vistoriar as condições físicas do veículo.
Contar com a ajuda de um mecânico de confiança
pode ajudar. Financiar um carro usado é mais complicado e os juros são maiores.
Por isso, se você tiver o dinheiro para pagar à vista, sairá ganhando. Também é
importante checar a documentação e possíveis multas de trânsito antes de fechar
o negócio.
Avalie suas condições
financeiras e qual o tipo de veículo que melhor lhe servirá antes de começar a
sua pesquisa. Assim, você terá mais foco e encontrará mais rápido o carro ideal
para a sua família.



